Recebi alta do INSS e fiquei com sequela. E agora?

A alta do INSS não significa, necessariamente, que o seu direito acabou. Se ficou uma sequela permanente, você pode ter direito a um benefício — e até a valores atrasados.

É uma cena que se repete todos os dias: o trabalhador se acidenta ou adoece, fica um tempo afastado recebendo o auxílio-doença, recebe a alta do INSS e volta ao trabalho. Só que ele volta diferente — com uma sequela, uma dor, uma limitação que não existia antes. E aí surge a pergunta: "acabou, não tenho mais direito a nada?"

Na maioria dos casos, não acabou.

O que o INSS deveria ter feito (e quase nunca faz)

Quando dá a alta do auxílio-doença, o INSS tem o dever de avaliar se restou alguma sequela permanente que reduz a capacidade de trabalho. Se restou, ele deveria converter o benefício em auxílio-acidente automaticamente. Na prática, isso raramente acontece — e o trabalhador vai embora achando que perdeu tudo.

Base legal: art. 86 da Lei nº 8.213/91. O auxílio-acidente é devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio-doença, quando permanecem sequelas que reduzem a capacidade laboral.

O que é o auxílio-acidente, em poucas palavras

É um benefício indenizatório, de 50% do salário de benefício, pago até a aposentadoria. O melhor: você pode trabalhar e receber ao mesmo tempo, porque ele compensa a perda parcial e permanente da sua capacidade. Quer entender mais a fundo? Veja a página de Auxílio-Acidente.

O que você deve fazer agora — passo a passo

Atenção aos atrasados: você pode ter direito a receber valores retroativos desde a data em que a sequela se consolidou. Mas eles prescrevem em 5 anos — ou seja, quanto mais você espera, mais perde. Tempo aqui é dinheiro.

E se o INSS já tiver negado?

Negativa não é o fim. Muitos auxílios-acidente são concedidos justamente na Justiça, com a prova pericial e médica bem organizada. Se você pediu e foi negado, ou se nem chegou a pedir, vale a pena uma análise do seu caso.

Será que você tem direito?

Me conte o que aconteceu: qual foi o acidente ou a doença, e qual sequela ficou. A análise é gratuita e eu te explico, sem juridiquês, se há direito a buscar.

Dúvidas frequentes

Perguntas rápidas


Sim. O direito ao benefício em si não desaparece, mas os valores atrasados prescrevem em 5 anos. Mesmo casos antigos costumam valer a análise.

Pode ter. O auxílio-acidente existe justamente para quem continua trabalhando, mas com a capacidade reduzida pela sequela. Trabalhar não tira o seu direito.

Em geral, sim — a sequela precisa ser comprovada por perícia (do INSS ou judicial). Por isso a documentação médica bem organizada faz toda a diferença.

Não deixe seu direito prescrever

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